É mais sabedoria ter a fama de miserável, que dá origem a uma infâmia sem ódio, do que ter a fama de voraz, o que causa tanta desgraça quanto ódio. (Maquiavel)
O êxito de um bom dito depende mais do ouvido que o escuta do que da boca que o diz. (William Shakespeare)
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No estado de ódio, as mulheres são mais perigosas que os homens; em primeiro lugar porque não são detidas em sua hostilidade uma vez atiçada por nenhum escrúpulo de equidade, mas deixam tranquilamente seu ódio crescer até as últimas consequências; em seguida, porque elas se exercem em encontra os pontos fracos (que todo homem, todo partido apresenta) para dar seus golpes: em que o espírito afiada como um punhal lhes serve de maneira excelente (enquanto que os homens, recuando com a visão dos ferimentos, se tornam muitas vezes mangânimos e misericordiosos). (Nietzsche)
O por quê do ódio
Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós. (Nietzsche)
Como [hoje] falta tempo para pensar e ter sossego no pensar, não se estuda mais as opiniões divergentes: contenta-se em odiá-las. Em virtude da enorme aceleração da vida, o espírito e o olhar estão acostumados a ver e a julga parcial ou erradamente e todos se assemelham aos viajantes que tomam conhecimento de uma região e de um povo, sem sair do trem. (Nitzsche)
Pode-se prometer ações, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre ou odiá-lo sempre ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; o que pode perfeitamente prometer são ações que, na verdade, são geralmente em conseqüência do amor, do ódio, da fidelidade, mas que também pode provir de outros motivos, pois a uma só ação conduzem diversos caminhos e motivos. (Nietzsche)
O desejo de destruição, de mudança, de devir, pode ser a expressão da força superabundante, grávida de futuro (meu termo para isso é, como se sabe, a palavra 'dionisíaco', mas pode ser também o ódio do ser fracassado, do deficiente, do deserdado que destrói, que é forçado a destruir porque o estado de coisas existente, todo estado de coisas, todo ser mesmo, o revoltam e o irritam. (Nietzsche, em A Gaia Ciência)
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