A palavra falada é um fenômeno natural; a palavra escrita é um fenômeno cultural. (Fernando Pessoa)
O êxito de um bom dito depende mais do ouvido que o escuta do que da boca que o diz. (William Shakespeare)
Mostrando postagens com marcador palavras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palavras. Mostrar todas as postagens
Quem é ignorante
O erro e o equívoco só podem envergonhar aqueles que pensam saber muito, mas na realidade nada sabem. Ignorante é quem faz da língua instrumento de humilhação. (gramático e filólogo Evanildo Bechara)
Aprender muitas línguas enche a memória de palavras, em vez de fatos e de idéias, quando essa faculdade não pode receber no homem senão uma certa quantidade limitada de conteúdo. O fato de aprender muitas línguas é prejudicial ainda porque produz a ilusão de ter capacidades e efetivamente até dá certa aparência enganosa nas relações sociais; é prejudicial ainda indiretamente por se apor à aquisição de conhecimentos fundamentais e a propósito de merecer a consideração das pessoas por meios leais. Finalmente, ela é o machado que corta pela raiz o sentimento lingüístico mais delicado no âmbito da língua materna: este sofre danos irremediáveis e é levado à ruína. Os dois povos que produziram os maiores estilistas, os gregos e os franceses, não aprendiam línguas estrangeiras. (Nietzsche, em Humano, Demasiado Humano. O filósofo iniciou seus estudos como filólogo)
Aquela antiga coordenação de alma, olhos e mãos, que aflora nas palavras de Valéry, é artesanal, e encontramo-la onde quer que esteja a arte de narrar. Sim, podemos mesmo ir mais longe e perguntar se a ligação que o narrador tem com sua matéria – a vida humana – não é, ela própria, uma relação artesanal. Se a sua tarefa não consiste, precisamente, em trabalhar a matéria-prima das experiências – as dos outros e as suas próprias – de uma maneira sólida, útil e única. Trata-se de uma transformação. (Walter Benjamin)
Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. (Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego)
Hoje, existe uma espécie de menosprezo por essa coisa tão simples que antes era falar com propriedade. Quando eu era trabalhador, sempre tinhas as ferramentas limpas e em bom estado. Não conheço uma ferramenta mais rica e capaz que o idioma. E isso significa que se deve ser elegante na dicção. Falar bem é um sinal de pensar bem. (escritor José Saramago, Prêmio Nobel)
Assinar:
Postagens (Atom)